de mais a menos
...
sampa em que me debaldo
"Alguma coisa acontece no meu coração
que só quando cruzo a Ipiranga e a Avenida São João
é que quando eu cheguei por aqui eu nada entendi
da dura poesia concreta de tuas esquinas
da deselegância discreta de tuas meninas"
(C.Veloso)
____________________________________
por isso que...
fodido por fodido, fico por aqui...
que, pelo menos, aqui pagam melhor a foda...
acho que dá pra
ilhar-se em sampa,
esconder-se em sampa,
foder-se em sampa e
afogar-se debaldando-se em sampa,
como em qualquer quinto ou quarto dos infernos dessa vida...
ou não??
e pra que viver sem saber o que é debaldar-se.
(clausura interfestiva pra quem curta!!!
mas até este, que se basta, debalda-se ensimesmado!)
e, sobre a vida, lembre-se de que tem graça sim
pra quem quer graça ver...
predisposição não é infinita,
mas... é de graça!!
acabou uma?
vá por outra.
___________________________________________________
debaldar-se (do lat. de balde) verbo intransitivo, reflexivo, incongruente, e, segundo o Houaiss, ausente... e só não inexistente porque brotou de um lapso... um lapso meu.
> "esbaldar-se" era a intenção (sempre é)
que só quando cruzo a Ipiranga e a Avenida São João
é que quando eu cheguei por aqui eu nada entendi
da dura poesia concreta de tuas esquinas
da deselegância discreta de tuas meninas"
(C.Veloso)
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por isso que...
fodido por fodido, fico por aqui...
que, pelo menos, aqui pagam melhor a foda...
acho que dá pra
ilhar-se em sampa,
esconder-se em sampa,
foder-se em sampa e
afogar-se debaldando-se em sampa,
como em qualquer quinto ou quarto dos infernos dessa vida...
ou não??
e pra que viver sem saber o que é debaldar-se.
(clausura interfestiva pra quem curta!!!
mas até este, que se basta, debalda-se ensimesmado!)
e, sobre a vida, lembre-se de que tem graça sim
pra quem quer graça ver...
predisposição não é infinita,
mas... é de graça!!
acabou uma?
vá por outra.
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debaldar-se (do lat. de balde) verbo intransitivo, reflexivo, incongruente, e, segundo o Houaiss, ausente... e só não inexistente porque brotou de um lapso... um lapso meu.
> "esbaldar-se" era a intenção (sempre é)
Como definir o nada?
Segundo o “Aurélio”, nada significa “nenhuma coisa”, “de modo algum”, ou “a não-existência”.
Aparentemente, é tudo muito simples: o nada é a ausência de algum objeto material, de alguma “coisa”. Ou, puxando para o lado da metafísica, o nada é a não-existência, o não-ser. Portanto, o nada pode ser igualado à ausência de coisa material ou existência. Ao vazio, físico ou metafísico.
Uma vez definido o nada, a próxima questão é, naturalmente: “Será que o nada existe?”
(...)
O mundo quântico é caracterizado pela ausência de permanência: há uma agitação perene, incessante. A rigidez material familiar é uma ilusão causada pela nossa percepção macroscópica da realidade.
Na escala quântica o nada não existe, nem mesmo como suposição. A agitação das partículas de matéria redefine a energia de um sistema físico. (...)E o que isso tem a ver com o nada? Lembrem-se da relação E=mc², que diz que matéria e energia, sob certas condições, são interconversíveis... (...) O nada tem uma energia associada. Sendo assim, partículas podem surgir dessas flutuações, matéria surgindo do nada. (...) O vazio está cheio de energia
(Marcelo Glaiser)
Aparentemente, é tudo muito simples: o nada é a ausência de algum objeto material, de alguma “coisa”. Ou, puxando para o lado da metafísica, o nada é a não-existência, o não-ser. Portanto, o nada pode ser igualado à ausência de coisa material ou existência. Ao vazio, físico ou metafísico.
Uma vez definido o nada, a próxima questão é, naturalmente: “Será que o nada existe?”
(...)
O mundo quântico é caracterizado pela ausência de permanência: há uma agitação perene, incessante. A rigidez material familiar é uma ilusão causada pela nossa percepção macroscópica da realidade.
Na escala quântica o nada não existe, nem mesmo como suposição. A agitação das partículas de matéria redefine a energia de um sistema físico. (...)E o que isso tem a ver com o nada? Lembrem-se da relação E=mc², que diz que matéria e energia, sob certas condições, são interconversíveis... (...) O nada tem uma energia associada. Sendo assim, partículas podem surgir dessas flutuações, matéria surgindo do nada. (...) O vazio está cheio de energia
(Marcelo Glaiser)
"Adultescência"
EXPECTATIVA DO FRACASSO
"(...) Nas últimas décadas, os relacionamentos íntimos entre pessoas parecem estar se tornando mais complicados. A expectativa do fracasso e da instabilidade cerca a instituição do casamento e até mesmo da coabitação. Hoje é comum as pessoas abordarem seus relacionamentos íntimos com um sentido ampliado de risco emocional.
"Uma estratégia para lidar com os riscos emocionais é distanciar-se da fonte potencial de decepção.
"A reinterpretação do envolvimento pessoal como risco representa um aviso para qualquer pessoa que seja tola o suficiente para desejar um engajamento apaixonado. A equação do amor com risco é alimentada por uma tendência a nos acomodarmos com os problemas vividos pelos adultos em seus relacionamentos." (Frank Furedi)
KIDULTS
"(...) A celebraçãop da adolescência [pelo cinema e a televisão] forma contraste marcante com a maneira como são representados os adultos. Nos últimos anos a televisão introduziu uma nova 'estirpe' de adultos imaturos e desfuncionais, como em'Dawson's Creek', 'Absolutely Fabulous', 'Friends', 'Ellen', 'Seinfeld' etc. (...) Com 'Seinfeld', a rejeição da condição adulta é absoluta - ela simplesmente não possui características que a redimam.
"O senso de desespero que cerca a identidade adulta ajuda a explicar por que a cultura contemporânea tem dificuldade em traçar uma linha divisória entre a infância e a idade adulta. A infantilidade é idealizada pela simples razão de que sentimos desesperança ao pensarmos em viver a alternativa. A depreciação da condição adulta é resultado da dificuldade que nossa cultura tem em afirmar os ideais normalmente associados a essa etaba na vida das pessoas.
"Maturidade, responsabilidade e compromisso são afrimados debilmente pela cultura contemporânea. Tais ideais contradizem o senso de impermanência que prevalece no cotidiano. É o esvaziamento gradativo da identidade adulta que desencoraja os jovens, homens e mulheres, a aderir com afinco à próxima etapa de suas vidas." (Frank Furedi)
Frank Furedi é professor de sociologia na Universidade de Kent, Canterbury, R.U.
Tradução de Clara Allain, caderno Mais, Folha, 25 de julho de 2004.
"(...) Nas últimas décadas, os relacionamentos íntimos entre pessoas parecem estar se tornando mais complicados. A expectativa do fracasso e da instabilidade cerca a instituição do casamento e até mesmo da coabitação. Hoje é comum as pessoas abordarem seus relacionamentos íntimos com um sentido ampliado de risco emocional.
"Uma estratégia para lidar com os riscos emocionais é distanciar-se da fonte potencial de decepção.
"A reinterpretação do envolvimento pessoal como risco representa um aviso para qualquer pessoa que seja tola o suficiente para desejar um engajamento apaixonado. A equação do amor com risco é alimentada por uma tendência a nos acomodarmos com os problemas vividos pelos adultos em seus relacionamentos." (Frank Furedi)
KIDULTS
"(...) A celebraçãop da adolescência [pelo cinema e a televisão] forma contraste marcante com a maneira como são representados os adultos. Nos últimos anos a televisão introduziu uma nova 'estirpe' de adultos imaturos e desfuncionais, como em'Dawson's Creek', 'Absolutely Fabulous', 'Friends', 'Ellen', 'Seinfeld' etc. (...) Com 'Seinfeld', a rejeição da condição adulta é absoluta - ela simplesmente não possui características que a redimam.
"O senso de desespero que cerca a identidade adulta ajuda a explicar por que a cultura contemporânea tem dificuldade em traçar uma linha divisória entre a infância e a idade adulta. A infantilidade é idealizada pela simples razão de que sentimos desesperança ao pensarmos em viver a alternativa. A depreciação da condição adulta é resultado da dificuldade que nossa cultura tem em afirmar os ideais normalmente associados a essa etaba na vida das pessoas.
"Maturidade, responsabilidade e compromisso são afrimados debilmente pela cultura contemporânea. Tais ideais contradizem o senso de impermanência que prevalece no cotidiano. É o esvaziamento gradativo da identidade adulta que desencoraja os jovens, homens e mulheres, a aderir com afinco à próxima etapa de suas vidas." (Frank Furedi)
Frank Furedi é professor de sociologia na Universidade de Kent, Canterbury, R.U.
Tradução de Clara Allain, caderno Mais, Folha, 25 de julho de 2004.
a título de curiosidade
oxímoro :: Figura que consiste em reunir palavras contraditórias, paradoxismos. Ex.: silêncio eloqüente...
oxiopia :: Vista muito aguda, penetrante. Faculdade de ver à distância; oxiopsia.
oxiopia :: Vista muito aguda, penetrante. Faculdade de ver à distância; oxiopsia.
justificando os fragmentos
O todo sem a parte não é todo
A parte sem o todo não é parte
Mas se a parte o faz todo, sendo parte
Não se diga, que é parte, sendo todo.
Gregório de Matos
http://www.vidaempoesia.com.br/gregoriodematos.htm
A parte sem o todo não é parte
Mas se a parte o faz todo, sendo parte
Não se diga, que é parte, sendo todo.
Gregório de Matos
http://www.vidaempoesia.com.br/gregoriodematos.htm
MEMES
"Há idéias infecciosas, que parecem se auto-reproduzir e se progagar de cérebro em cérebro, ou de escrito em escrito (Richard "Gene Egoísta" Dawkins tentou batizá-las como "memes", mas não se pode dizer que o neologismo tenha virado coqueluche). Marcelo Leite, caderno Mais, Folha, 25 de julho de 2004.
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